Anel Vaginal

anel vaginal

Neste post você vai saber

O anel vaginal é um método contraceptivo hormonal moderno e eficaz, e que impacta menos na rotina da mulher. Entenda como ele funciona, como é usado, benefícios e contraindicações.

O que é anel vaginal?

O anel vaginal, também conhecido como anel contraceptivo e anel hormonal, é um método contraceptivo hormonal flexível, com cerca de 5 cm de diâmetro, que libera continuamente pequenas doses de hormônios (estrogênio e progestógeno) na corrente sanguínea.

 

Como funciona?

O anel vaginal age de forma semelhante à pílula anticoncepcional, inibindo a ovulação, alterando o muco cervical (dificultando a entrada dos espermatozoides) e tornando o endométrio menos receptivo à implantação do embrião.

 

Como usar?

Como colocar?

  1. Lave as mãos com água e sabão.
  2. Escolha uma posição confortável: em pé com uma perna apoiada, deitada ou agachada.
  3. Retire o anel da embalagem: aperte as laterais do anel para facilitar a inserção.
  4. Insira o anel na vagina: empurre-o suavemente até sentir que está bem posicionado. Não precisa se preocupar com a posição exata, pois ele se ajustará naturalmente.
  5. O anel deve permanecer na vagina por três semanas (21 dias), sendo retirado na mesma hora em que foi inserido. Após um intervalo de sete dias sem o anel, um novo anel deve ser inserido.

Como retirar?

  1. Lave as mãos com água e sabão.
  2. Escolha uma posição confortável: a mesma utilizada para a inserção.
  3. Insira o dedo indicador na vagina e enganche-o no anel.
  4. Puxe suavemente o anel para fora da vagina.
  5. Descarte o anel usado em um saco plástico fechado no lixo comum (nunca no vaso sanitário).

 

Quais os efeitos colaterais?

Os efeitos colaterais são semelhantes aos de outras pílulas anticoncepcionais hormonais e geralmente desaparecem após os primeiros meses de uso:

  • Irritação vaginal: pode ocorrer corrimento, coceira ou desconforto na vagina.
  • Sangramento de escape: sangramento irregular, geralmente de pequena intensidade.
  • Náuseas: enjoos.
  • Dor de cabeça.
  • Alterações de humor.
  • Sensibilidade nos seios.

 

Quais os benefícios?

  • Contracepção eficaz: alta taxa de eficácia quando usado corretamente.
  • Alívio dos sintomas da síndrome pré-menstrual:: pode reduzir cólicas, inchaço e outros sintomas.
  • Melhora da acne: em algumas mulheres, os hormônios do anel vaginal podem ajudar a controlar a acne.
  • Redução do risco de câncer de ovário e endométrio: uso prolongado de contraceptivos hormonais pode diminuir o risco desses tipos de câncer.

 

Quais as contraindicações?

O anel vaginal é contraindicado em algumas situações:

  • Gravidez suspeita ou confirmada.
  • Histórico de trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar (EP).
  • Enxaqueca com aura.
  • Doenças hepáticas graves.
  • Câncer de mama ou outros cânceres hormonais.
  • Tabagismo em mulheres acima de 35 anos.
  • Hipersensibilidade a algum dos componentes do anel.
  •  

Quanto tempo dura?

Cada anel vaginal dura três semanas (21 dias) e deve ser substituído por um novo após um intervalo de sete dias.

 

Previne doenças sexualmente transmissíveis (DST)?

Não, o anel vaginal não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). É necessário o uso de preservativo para proteção.

 

Pode causar trombose?

Sim, o anel vaginal pode aumentar o risco de trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar (EP), assim como outras pílulas anticoncepcionais hormonais. No entanto, vale ressaltar que o risco é considerado muito baixo para a maioria das mulheres, e é mais significativo para aquelas com fatores de risco adicionais, como histórico familiar de trombose, obesidade, tabagismo, ou condições de saúde preexistentes. Mulheres com fatores de risco devem discutir essa questão com seu médico antes de iniciar o uso do anel.

 

O anel vaginal oferece uma alternativa contraceptiva eficaz e prática, com a conveniência de uma administração mensal. Embora apresente vantagens como a facilidade de uso e a regularização do ciclo menstrual, é crucial considerar os possíveis efeitos colaterais e riscos associados, como trombose. A decisão de utilizar o anel vaginal deve ser tomada em conjunto com um ginecologista, que poderá avaliar seu histórico de saúde e oferecer a orientação mais adequada.

Foto de Dra. Carla Zucchi
Dra. Carla Zucchi

Dra. Carla Zucchi é médica formada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Fez residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na mesma instituição. Possui título de especialista em ginecologia e obstetrícia pela FEBRASGO (TEGO). Atualmente, é coordenadora e professora da pós-graduação em Ginecologia Clínica da Faculdade CETRUS.

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