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A infertilidade conjugal, que afeta um em cada seis casais*, pode transformar o sonho da parentalidade em angústia. Ciclos de frustração, tratamentos caros e a pressão social só agravam a dor, minando a autoestima e a relação. Entenda os principais aspectos envolvidos e os tratamentos disponíveis.
A infertilidade conjugal é definida como a incapacidade de um casal, composto por uma pessoa com vulva e uma pessoa com pênis, de engravidar após 12 meses de relações sexuais sem proteção. A frequência ideal de relações sexuais para otimizar as chances de concepção é de duas a três vezes por semana, especialmente durante o período fértil da pessoa com vulva. A partir de agora, no texto, consideraremos ‘mulher’ a pessoa com vulva e ‘homem’ a pessoa com pênis.
É importante ressaltar que a infertilidade é um problema que afeta o casal, e não apenas um dos parceiros. A investigação e o tratamento devem ser abordados de forma conjunta, considerando os fatores de ambos. A avaliação inicial geralmente envolve uma conversa detalhada sobre o histórico médico e reprodutivo de ambos os parceiros, além de exames físicos básicos.
As causas da infertilidade conjugal podem ser divididas em fatores femininos, fatores masculinos, fatores combinados e infertilidade sem causa aparente (ISCA). Entender a causa específica é crucial para direcionar o tratamento mais adequado.
As causas da infertilidade feminina estão relacionadas a problemas de ovulação, nas tubas uterinas, fatores uterinos e cervicais.
As causas da infertilidade masculina são varicocele, problemas hormonais, infecções, fatores genéticos e hábitos de vida.
Em alguns casos, a infertilidade conjugal é causada por uma combinação de fatores femininos e masculinos. Por exemplo, a mulher pode ter SOP e o homem pode ter varicocele.
Em cerca de 10% a 15% dos casais inférteis, todos os exames são normais. Nesses casos, a infertilidade é classificada como ISCA. Acredita-se que fatores como a qualidade do óvulo, a fertilização e a implantação do embrião podem estar envolvidos, mesmo que não sejam detectados pelos exames convencionais. O tratamento para ISCA pode envolver a inseminação intrauterina (IIU) ou a fertilização in vitro (FIV).
A infertilidade conjugal pode ser classificada em dois tipos:
Os tratamentos para infertilidade conjugal variam de acordo com a causa da infertilidade e podem incluir:
É importante lembrar que cada caso é único e que o tratamento deve ser individualizado, levando em consideração as necessidades e as expectativas do casal. O sucesso do tratamento depende de vários fatores, como a idade da mulher, a causa da infertilidade, a qualidade dos óvulos e espermatozoides ou mesmo a decisão do casal por um tratamento mais eficaz.
A infertilidade conjugal é um desafio complexo que afeta muitos casais, mas com o diagnóstico correto e o tratamento adequado, o sonho de ter filhos pode se tornar realidade.
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